A revolução do século XIX
Logo após a revolução francesa, surgiu na Alemanha uma dança que causou a mesma polêmica ocorrida com o tango entre os defensores da moral e professores de dança. A juventude adotou a dança da moda que, entre outras coisas, implicava em uma relação “indecente” entre o casal. 
O escândalo já era esperado. Pois, desde meados do século XVII, o minuet era uma verdadeira febre nos salões da Europa; uma dança executada com pequenos passos e, em muitas ocasiões, com uma coreografia particular –o protocolo- que refletia a condição social dos dançarinos.
Com o surgimento da nova dança, os casais tinham um contato despudorado. A coreografia substituía a inspiração do momento, os passos discretos eram substituídos por um movimento majestoso e livre, o que ia contra a estética estabelecida e o ideal romântico do indivíduo, desrespeitando as normas sociais. A dança era romântica por excelência. A valsa nasceu nas classes populares da Áustria e no sul da Alemanha, onde haviam várias danças similares, com nomes como Dreher (“torneiro”), deutscher tanz (“dança alemã”) ou walzen (“girar”, “rodar”).
O berço da valsa foi Viena, mas sua popularidade não demorou muito para se estender. Na França do início do século XIX, a valsa era o pedido mais comum no salão de dança. Em seguida, a valsa invadiu a Inglaterra e, pouco a pouco,  a resistência contra ela foi amenizando. Por exemplo, em 1812, na corte de Berlim, a proibição de dançar valsa foi abolida. Em 1819, a música clássica realizou uma aliança que rendeu muitos frutos: o convite à dança de Carl Maria von Weber (1786-1826). Joseph Lanner (1808-1843) e Johann Strauss - pai (1804-1849) e filho (1825-1899)- aceitaram esta dança e desenvolveram sua própria visão da valsa: uma música graciosa, leve, de ritmo vivo e melodia brilhante. Johann Straus –filho- levou a valsa ao auge com An der schönen blauen Donau (Danúbio Azul). Após este episódio, o estilo da valsa vienense já estava perfeitamente definido. Com base na sensação impulsiva, na agilidade e no dinamismo requisitados pelos dançarinos, a harmonia foi constituída de maneira que proporciona a cada compasso um acorde próprio. É particularmente característico desta dança que o segundo tempo do acompanhamento adiante-se ligeiramente, apenas uma fração de segundo, para alcançar o seu peculiar acento rítmico.
Coleção: AS MELHORES DICAS DE DANÇA DE SALÃO
Editora: DEL PRADO

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