Os juizes de competição buscam uma série de características peculiares da dança. Entretanto, não existe uma regra determinada que garanta a classificação do(s) dançarino(s), pois além da técnica, do ritmo e da coreografia, os juizes deixam-se influenciar por questões artísticas.
 
O primeiro item observado pelo juiz é a postura. Uma boa postura proporciona ao espectador: elegância, auto confiança, equilíbrio, controle, além de permitir uma melhor coordenação dos movimentos do par. Quando o par mantém uma postura fechada, os braços do homem devem permanecer  em linha reta – outro item muito observado pelos juizes é a simetria dos braços de ambos os dançarinos, que devem formar um círculo que pode variar de tamanho, porém com a mesma forma.
 
A silhueta do casal deve expressar solidez e flexibilidade - a rigidez é o principal obstáculo do dançarino. As linhas desenhadas pelo corpo (retas ou curvas) são um elemento essencial à postura. Durante os ensaios e na montagem da coreografia é necessário dar vida aos movimentos, e não torná-Ios mecânicos.
 
O homem deve usar seu corpo para conduzir a mulher, e não apenas os braços. No entanto, os movimentos de ambos os dançarinos devem ser conduzidos pela música: o ritmo do par deve criar uma harmonia perfeita com a música. Em uma competição, qualquer deslize representa a perda de pontos.
 
O peso dos corpos dos dançarinos deve parecer único, como se fosse apenas um. Assim, as instruções dadas pelo homem e o acompanhamento da mulher serão demonstrados sem esforço e em perfeita sincronia. O par deve sentir o espírito da dança e colocá-Io em prática. Os dançarinos devem estar atentos à melodia para montar uma coreografia coerente com a frase musical e seus acentos, e desenvolver e finalizar a dança utilizando todos os recursos disponíveis: passos, vestuário, e até mesmo usufruir das partes mais iluminadas ou da área com pouca luz da pista de dança. Por tanto, essa atitude também implica em oferecer a dança ao público, voltando a intenção e o movimento sempre para o exterior, e principalmente, demonstrando a satisfação sentida neste momento e a segurança do que fazem.
Será mais conveniente escolher uma dança enérgica - neste caso tome muito cuidado para não modificar o estilo da dança, pois não se trata simplesmente em dar grandes passos e golpear o chão. Os juizes valorizam mais a comunicação entre o casal do que a obediência a uma coreografia determinada.
 
O trabalho das pernas
 
Grande parte da expressividade do corpo esta no movimento dos pés. O mais importante é manter seu controle, evitando que os pés fiquem parados: no slow fox, devem demonstrar suavidade; no tango, devem ser mais acentuados e, na rumba, os joelhos devem dobrar e esticar corretamente. Os dançarinos devem ficar atentos à coordenação dos movimentos dos tornozelos e à direção dos dedos. As quatro articulações - quadris, joelhos, tornozelos e dedos devem ser utilizadas seqüencialmente para alcançar a integridade das ações. Na valsa por exemplo, a dobra e o estiramento dos joelhos e dos tornozelos causa uma sensação de ascensão e queda, como se o corpo estivesse sendo empurrado por alguma força invisível.
 
Dicas para vencer
 
Mantenha sempre uma boa postUra. Um(a) dançarino(a) é competitivo(a) na medida em que mantém uma boa postura.
 
Atenção ao ritmo; aprendendo a sincronia com a música, naturalmente obtém-se a sincronia com o par.
 
Demonstre atitudes enérgicas e extrovertidas, proporcionando a sensação de dominar facilmente a dança, desfrutando e recriando-a.
 
Em danças como o jive, os casais que disputam os primeiros lugares são sempre os mais enérgicos.
 
Não existe  um critério preestabelecido
 
O julgamento dependerá, em suma, de critérios tanto técnicos como estéticos, difíceis de definir: o aspecto oferecido pelo casal, como se encaixam, a coreografia, o vestuário... Julgar um casal de dançarinos não é comparável a uma ciência exata, e cada juiz tem suas preferências pessoais: alguns se inclinarão, por exemplo, para a precisão dos movimentos, enquanto outros podem levar em consideração a musical idade do casal.
 
Coleção: AS MELHORES DICAS DE DANÇA DE SALÃO
Edições del Prado, 1999.
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