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as quartas-feiras com Prof. Sarah das 20h30 as 21h30 ou 
dentro das aulas do Curso de Dança de Salão.

Quando vemos um casal dancando gafieira ou as mulatas nas escolas de samba, raramente lembramos que o samba tem muito mais de identidade brasileira do que podemos supor. O samba é o Brasil, tem cara de Brasil, tem ginga de Brasil. Nao é a toa que Ary Barroso canta em sua famosa Aquarela: Ah, meu Brasil brasileiro, meu mulato inzoneiro, vou cantar-te nos meus versos...
Esta expressao típica de nossa cultura tem suas origens no chorinho e maxixe e seu aniversário oficial é comemorado em 1917, quando foi gravada a cancao “Pelo Telefone”, de Donga. Isto significa que este ritmo cadenciado, criado por escravos recém-libertos no Rio de Janeiro, completou em 2004, 83 anos. A Bahia também desempenhou um papel importante nesta história: ficaram famosos os pagodes feitos depois dos ritos dos orixás no comeco do século XX. Além do Donga, outros famosos compositores iriam marcar para sempre a cultura popular do país. É o caso de Pixinguinha, do Sinho, do Ismael Silva e do Lamartine Babo, este ultimo canta uma das mais conhecidas marchinhas carnavalescas: “O teu cabelo, nao nega a mulata”. 
 
O malandro dá um tom subversivo ao samba. Frequente nas letras deste ritmo, este curioso personagem nao só nao queria trabalhar, como também passava as noites em intensa boemia e fazia um grande sucesso com as mulheres. Dono do tao comentado “jeitinho brasileiro”, ele nao aceita a opressao economica imposta pelas elites e toda a sua “vadiagem” é resposta aos salários baixos e à desigualdade social.
         
O samba também é revolucionário, pois muitos costumes, hábitos da sociedade brasileira sao mudados. Até entao a elite que era costumada aos ritmos europeus “comportados” da valsa, mazurca e da polca, adere a sensualidade nata dos batuques dos tantas, que atravessariam quase todo o século XX ganhando novas variacoes, tipos e nomes.  Por exemplo, na década 1950, após o mundo vivenciar os efeitos da II Guerra Mundial, surge o samba cancao, nostálgico, lento e suave. 40 anos depois, surgiria em Sao Paulo o pagode, também lento e com muitas letras sobre as expressoes do amor. Samba-rock, samba de mesa, partido alto, até hoje eles ainda encantam brasileiros e estrangeiros.
Fica valendo aquela máxima: Quem nao gosta de samba, bom sujeito nao é, ou é ruim da cabeca, ou é doente do pé...Ana Maria Dietrich
Fonte dessa Notícia : Texto de Andréa Moraes Alves FGV Editora, A dama e o cavalheiro: um estudo antropológico sobre envelhecimento, gênero e sociabilidade.

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